quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

sonho.

Chamava pelo teu nome.
Queria te encontrar, precisava te ver, olhar fundo no teu olho e talvez tentar entender o porquê dessa necessidade incessante de estar próximo.
Revirava-me incontrolavelmente na cama, suava frio, e mesmo sabendo que era apenas um sonho, este retratava toda realidade.
Corria e procurava todos os meios de sair daquele lugar, parecia que o ar estava mais denso, a dificuldade de respirar era maior quanto mais eu chegava perto de te encontrar.
Durante o tempo, só pensava no momento do abraço, sentir teu cheiro e teu calor... Que eu pudesse deitar em teu ombro e me sentir segura... Que eu pudesse olhar para o céu e sorrir por estar ali mais uma vez, pertinho de ti.
Continuava a chamar pelo teu nome, enlouquecida, em minha própria mente, imaginando cada toque teu.
Seguia aquele longo caminho que nem sequer me lembro direito, me concentrei mesmo na tua pessoa...
Quando acordei, não me surpreendi em ter sonhado isso. Vivo sonhando acordada com coisas assim, passei muitas horas e várias vezes imaginando cada encontro, e sorrindo como uma boba, sozinha.
Tudo parece tão leve e tranquilo quando estou contigo... Não entendo como tu pode me fazer tão bem assim... Tão inesperado... Mas tão gostoso...
Toda vez que me lembro de algumas conversas um arrepio toma conta de mim; como sempre, quando penso em ti ou te vejo. Cada abraço parece que mexe mais ainda comigo, mexe comigo de um jeito engraçado que eu não sei descrever.
Só quero que isso se repita... E que eu possa sorrir assim de novo várias vezes...

sábado, 28 de janeiro de 2012







Leve-me até teus pensamentos, veja-me em teus sonhos, sinta-me em teus braços.
Deixe que meu toque percorra cada curva do teu rosto. Apenas sinta a brisa que bate de leve pela janela e suspire. Deixe que meus lábios toquem suavemente os teus. Deixe eu entregar-me a ti. Sinta meu coração acelerar, olhe em meus olhos e sintonize com a profundidade dos sentimentos ali presos. Apenas abrace-me e deixe que o sol se ponha, que a escuridão nos envolva, que a lua nos ilumine.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

E tudo é escuridão...
Tudo é sofrimento... É angústia.
Como se tivesse os olhos fechados sem poder sequer enxergar um pequeno feixe de luz..
Como se não quisessem que sua respiração prosseguisse...
Como se gostassem de ver seu sofrimento perante o mundo...
Como se ela não existisse.

Estar feliz consigo mesmo é uma tarefa muito difícil quando olha-se o espelho e este reflete todas tuas imperfeições delineadas em um reflexo.




- Camila Almeida.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Fim de tarde.




Aquele ar úmido cortando meu rosto, quando decido olhar o céu pela janela.
Indefinido, o céu tinha uma mistura de laranja e cinza, mostrando que mais um dia estava no fim e que um final de tarde com chuva era o que teríamos em breve. Uma lágrima escorreu mansamente pelo canto do olho e um nó na garganta fez com que eu parasse de respirar por alguns segundos, tentando me recompor. Baixei minha cabeça e deitei-a sobre meus braços. Com o olhar no vazio, passei a pensar em cada segundo em que fui feliz ao lado da pessoa que eu amo. Uma pontada no estômago cortou meus pensamentos e agora, sentada na ponta da cama, começo a chorar desesperadamente, soluçando a cada segundo que passa.
Imagens de dor, solidão, raiva, rancor...tomaram conta da minha mente naquele instante e as ações provindas desses sentimentos sombrios, cometidas erroneamente, que resultaram em mais dor e decepção, que adicionado com o arrependimento fez com que tudo de bom e bonito ficasse de lado por aquele momento.
Dúvidas...
Queria saber o que dizer, de inédito que tocasse teu coração, que não fosse as mesmas palavras de sempre. Mas aí, percebo que o sentimento é o mesmo, que não tem nada de inédito a não ser a intensidade que varia e... sempre aumenta.
Coloco com força as duas mãos sobre a cabeça a fim de, com esperanças, tocar minha consciência e tentar entender como pude ter sido tão patética. Ai, o arrependimento dói. E as respostas? São variadas.
Só consigo me perguntar: E agora? E agora? E agora? - Desespero bate.

sábado, 31 de dezembro de 2011

2011


Acabou.

Quem sou eu ?


Sentir aquele vazio, aquela vontade de simplesmente não existir mais insiste em impedir que meus dias sejam coloridos. Um incômodo no estômago me atormenta a cada instante, fazendo eu me contorcer e me revirar na cama todo instante. Não sei por que toda essa merda está acontecendo comigo, não sei porque eu faço isso, por que, se eu sei que isso não é o que eu quero, se é o que eu menos quero, na real ? Não entendo como minha insanidade pode tomar conta de mim dessa forma, o que eu ganho com isso, além de mais e mais marcas em meu corpo? Parece que nada me entra na cabeça naquela hora, fico atordoada em meus próprios pensamentos, na minha própria insegurança, minha própria conturbação emocional. Hoje, olhei-me fixamente no fundo de meus próprios olhos através do espelho, encontrando dor e arrependimento... e um ponto de interrogação, perguntando-me o que tinha acontecido comigo. Quem sou eu ? Que tipo de monstro eu sou ? Se eu gosto tanto de sofrer assim - porque é o que parece às vezes - então por que eu não consigo me matar de uma vez? - se esse é um pensamento constante que vive em mim há mais de 4 anos?
Não sei o que sou capaz de fazer caso isso realmente seja o fim de tudo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Início de manhã


A claridade que bate em meus olhos, eu odeio. Saber que mais um dia amanheceu e que tem pessoas e obrigações esperando lá fora faz eu dar um forte suspiro, virar para o lado e sentir uma dor forte no estômago que faz com que eu me encolha fetalmente abraçando meus joelhos com força. O relógio faz a questão de me lembrar que não posso ficar ali por muito tempo, mas minhas forças não colaboram com o que tenho a fazer. Fecho os olhos e penso estar em um sonho, mas as luzes que se acendem pela casa mostra que é realidade, infelizmente. Suspiro mais uma vez e olho o espelho esperando não enxergar minha face que mais lembrava um defunto. Porém, o que vejo é mais horripilante que o esperado. Olhos fundos sem cor e sem vida, nariz inchado de tanto chorar na madrugada anterior, bochechas amassadas contra o travesseiro e cabelo pior que palha de vassoura. Vestindo um trapo ainda por cima - penso, tirando a roupa ridícula que usei para dormir. Visto algo um pouco melhor e mais decente e torno novamente a olhar meu reflexo no espelho. Tento passar uma maquiagem para corrigir os erros da cara mas nem vontade eu tenho. Passo um lápis de olho de qualquer jeito na parte inferior que é para mostrar que havia olhos entre aquelas crateras pretas arroxeadas. Dou uma leve ajeitada no cabelo com a mão mesmo e sem paciência saio do quarto com pressa. Ao vestir os tênis e sair pela porta da frente de casa, a luz do sol bate com força contra meu rosto e instantaneamente tonteio e firmo os as pálpebras com força. Suspiro calmamente e penso que um dia isso vai mudar. E fecho a porta com raiva.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Lugar distante.


Queria só um lugar distante...
Distante de tudo, distante de todos. Longe do calor; da luz ardente do sol; do suor que percorre corpos; das muitas vozes que se escutam pela rua sem se entender nada... Longe de olhares, sem que ninguém dirija os olhos a mim, ou sequer alguma palavra, e que nem lembrem meu nome, preferencialmente.
Quero um lugar só meu, um mundo que somente pertença a mim, e que eu pudesse fazer dele o que eu desejasse. Queria meu canto sombrio, meu lugar de reflexão, onde eu sentiria-me protegida, onde eu estaria aconchegadamente tranquila; perdida em meus pensamentos,;em minhas lágrimas; em meu olhar ao infinito sem nenhum objetivo, sem nenhum foco.
Queria só um lugar distante...
Distante das perturbrações da minha mente, um lugar onde eu pudesse me encontrar.
Longe de todos, que a cada palavra ou gesto procura influenciar seja lá no que eu for fazer, mesmo que involuntariamente... Meu canto gélido onde à vontade eu me sentiria, acolhida pelos meus próprios sentimentos, pelo meu próprio vazio.

E eu só queria...


Um lugar distante...

Nightmare


E os monstros que me assombram, e os fantasmas que me perseguem, e os pesadelos que me atormentam toda noite... As lágrimas que eu seguro, o nó na garganta que me impede de falar, a dor no peito que me impede de respirar e o sonho de tudo isso acabar.