segunda-feira, 18 de junho de 2012



E o que fazer numa situação assim?

sábado, 2 de junho de 2012

Instante.


Fim de tarde, o céu em um tom cinza claro opaco... 
Uma sensação de aperto percorreu, repentinamente, o meu interior.
"Só precisava, agora, estar envolvida em teus braços..."  - pensei.
O nó na garganta agora estava aguçado.
Com minha cabeça entre meus joelhos, tentei segurar as lágrimas.

"Só queria ter algum valor para ti..." - sussurrei.
Olhei rapidamente para o alto, procurando escapar dos meus pensamentos.

"Queria que fosse recíproco..."

E assim, fechei os olhos e adormeci.



Camila Almeida

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Rotina.

Olho para o espelho procurando um rosto bonito. Deparo-me com uma silhueta pálida e sem emoção.
Sacudindo brevemente a cabeça, tentando tirar aquela imagem assustadora da mente, retorno aos afazeres da manhã. Tudo automático, como se eu nem precisasse pensar em qual era o próximo passo a ser dado.
Fazendo um café, me debruço sobre a pia, olhando para fora da janela. Momento reflexão. Sem sucesso, restou-me um suspiro.
Novamente no quarto, fechei os olhos com força, tentando me preparar para mais uma vez, me deparar com o meu maior inimigo: o espelho. Mais uma vez, um suspiro.
Tentando permanecer o menor tempo possível em frente a este, começa o ritual de disfarce da face sombria que ali é refletida. Carregando na maquiagem escura dos olhos, escondo minha palidez, disfarço meus olhos inchados e arroxeados de uma noite mal dormida e de muitas lágrimas. Ensaio sorrisos, tentando parecer o mais natural possível, a fim de tentar reproduzir estes durante o dia.
Com sensação de tarefa cumprida, trato de vestir algo que faça eu me sentir gente. Mas nunca me satisfaço... Bom, que seja.

Fechando com força a porta de casa, tomo meu rumo.
Durante o resto da manhã, os sorrisos ensaiados são reproduzidos. Repentinamente me pego pensando no espelho. Dou-me conta do vazio que me percorre cada veia, a sensação de morte que me faz questionar o que seria a vida... Me sinto num cotidiano cuidadosamente ensaiado, das coisas que eu gostaria de estar fazendo com intensidade, mas que não acontece por falta de vontade de tudo.
Sinto como se minhas pernas tivessem vida própria e que não "ouvisse" meus pensamentos.
Sinto como se meu biológico agisse por si só. Que não obedecesse minha mente e minhas emoções.
Minha cabeça quer algo, meu corpo age ao contrário. E assim se forma mais uma confusão interna.

Só penso em sentir minha cama novamente. Meu travesseiro me aconchega de tal forma que parece que ali, nada me atinge, momento de compartilhar minhas lágrimas, minhas angústias e minhas falsas esperanças. Sim, falsas esperanças, porque em muitos momentos, deito minha cabeça com um sorriso forte no rosto e mãos tremendo com a adrenalina que percorre em meu corpo, crendo por apenas um brevíssimo instante, numa saída. Mas é sempre alarme falso.


Mais uma vez, tento acordar desse pensamento, me deparando com a triste realidade, esta muito distante da minha cama e travesseiro. Continuo meus afazeres sem pensar no que estou fazendo, mas no que eu queria fazer. E assim espero o tempo passar, até eu conseguir o momento tão esperado. É ali que passarei o resto das minhas horas disponíveis.

E assim, fecha o ciclo.


Sei que não é o primeiro texto que posto sobre meu início de manhã. Esse é o momento mais conturbado do dia porque simplesmente não tenho vontade de acordar. Queria dormir para sempre. Não precisar abrir os olhos, não precisar ver as pessoas, não precisar ter obrigações! Não precisar respirar... Não precisar me mover, saber que ali há "vida".
Não queria nem ter nascido.


sábado, 19 de maio de 2012

Sonhos

Sonhei que acordava ao teu lado.
Nesse sonho, abri os olhos calmamente e enxerguei tua silhueta embaçada entre minhas pálpebras. Até minha visão se fixar, pensei no quão bom seria se isso fosse realidade. Foi quando consegui fixar meus olhos em ti e perceber que tu realmente estavas ali, ao meu lado. Senti teu calor, senti teu cheiro e, assim, um sorriso leve e verdadeiro surgiu inconscientemente no canto de meus lábios.
Olhei ao redor. Não estava em casa, o que me deu um alívio constante e uma euforia interna. Queria envolver meus braços em teu corpo e explodir de alegria. Queria gritar de tanta euforia. Mas, precisei me conter.
Olhei para o teto e respirei fundo, tentando relaxar e acalmar meus batimentos cardíacos.
De repente, senti meu corpo se arrepiar por completo e logo após percebo que tua mão estava me tocando de leve, uma sensação única, inexplicável. Beijei teu pescoço de leve porém intensamente. Meus olhos se enxeram de lágrimas, que eu consegui conter, por sorte. Foi quando fui englobada no melhor abraço que eu poderia receber, fiquei surpresa, agradecida, feliz e...confusa.
Fechei mais uma vez os olhos, não acreditando ser real.
Um sonho dentro de um sonho? Poderia?
Tudo me mostrava que era real. Eu estava ali novamente, aconchegada em teus braços, em tua cama, confortável e serena por um instante.
Sonhei que acordava ao teu lado.
E no final das contas, não era sonho.

Camila Almeida

Máscara

Coloquei uma máscara.
Só queria parecer normal.
Não quero mais que as pessoas achem motivos para eu ser a piada do dia.
Coloquei uma máscara.
Não quero que ninguém veja quem sou eu.
Não preciso que me conheçam, não devo mostrar minha verdadeira face.
Me sinto uma mentirosa, porém a pessoa mais sincera que tu já conheceste.
Coloquei uma máscara.
E só quero que percebas que aqui, não há ninguém.
Essa imagem que tu enxergas todo dia... Não sou eu.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Me pego olhando para o nada.

Fixa em meus pensamentos, começo a chorar... sem um motivo concreto, sem saber direito o que me incomoda... uma mistura de sentimentos me confunde.
O vazio no peito fica mais agudo quando penso nas coisas...
Paro e me concentro no silêncio. Meus pensamentos agora giram em torno daquele que é dono dos meus sonhos. Sem motivo, me sinto mais vazia ainda, mesmo não demonstrando, parece indiferente...Mesmo me surpreendendo, não sei porque eu me sinto assim, como se tivesse faltando uma palavra a ser dita, um gesto a ser articulado, um sorriso a ser dado...

sonho.

Chamava pelo teu nome.
Queria te encontrar, precisava te ver, olhar fundo no teu olho e talvez tentar entender o porquê dessa necessidade incessante de estar próximo.
Revirava-me incontrolavelmente na cama, suava frio, e mesmo sabendo que era apenas um sonho, este retratava toda realidade.
Corria e procurava todos os meios de sair daquele lugar, parecia que o ar estava mais denso, a dificuldade de respirar era maior quanto mais eu chegava perto de te encontrar.
Durante o tempo, só pensava no momento do abraço, sentir teu cheiro e teu calor... Que eu pudesse deitar em teu ombro e me sentir segura... Que eu pudesse olhar para o céu e sorrir por estar ali mais uma vez, pertinho de ti.
Continuava a chamar pelo teu nome, enlouquecida, em minha própria mente, imaginando cada toque teu.
Seguia aquele longo caminho que nem sequer me lembro direito, me concentrei mesmo na tua pessoa...
Quando acordei, não me surpreendi em ter sonhado isso. Vivo sonhando acordada com coisas assim, passei muitas horas e várias vezes imaginando cada encontro, e sorrindo como uma boba, sozinha.
Tudo parece tão leve e tranquilo quando estou contigo... Não entendo como tu pode me fazer tão bem assim... Tão inesperado... Mas tão gostoso...
Toda vez que me lembro de algumas conversas um arrepio toma conta de mim; como sempre, quando penso em ti ou te vejo. Cada abraço parece que mexe mais ainda comigo, mexe comigo de um jeito engraçado que eu não sei descrever.
Só quero que isso se repita... E que eu possa sorrir assim de novo várias vezes...

sábado, 28 de janeiro de 2012







Leve-me até teus pensamentos, veja-me em teus sonhos, sinta-me em teus braços.
Deixe que meu toque percorra cada curva do teu rosto. Apenas sinta a brisa que bate de leve pela janela e suspire. Deixe que meus lábios toquem suavemente os teus. Deixe eu entregar-me a ti. Sinta meu coração acelerar, olhe em meus olhos e sintonize com a profundidade dos sentimentos ali presos. Apenas abrace-me e deixe que o sol se ponha, que a escuridão nos envolva, que a lua nos ilumine.