terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PÁLIDA, À LUZ DA LÂMPADA SOMBRIA




















Pálida, à luz da lâmpada sombria,
sobre o leito de flores reclinada,
como a lua por noite embalsamada,
entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar,
na escuma fria pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens de alvorada,
que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era mais bela! o seio palpitando…
Negros olhos as pálpebras abrindo…
Formas nuas no leito resvalando…
Não te rias de mim meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

Alvares de Azevedo


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'Obrigada pela paciência...