domingo, 11 de março de 2012

sem você...

Aquela vontade incontrolável de gritar, de arrancar fio por fio de cabelo... De jogar tudo no chão, de quebrar tudo que aparecer na minha frente! Aquela vontade de sumir para um lugar sem ninguém para que se possa chorar sem que ninguém questionasse...para que se possa gritar as dores, machucar o próprio corpo a fim de conter a dor maior interior... a fim de isolar as dores apenas na "casca" ...para que essa dor não chegue ao peito e não o destrua. Uma marca no corpo cicatriza, apesar de podermos ver que ali há essa marca, a dor que ela causou não é sentida. Uma marca no coração se abre a cada pulsar, e apesar não vê-la, a dor que ela causou nos impede de sorrir muitas vezes, nos impede de tentar, a dor é insuportável, a dor que se acomoda no fundo do peito e ali se instala. Essa dor permanecerá pelo resto de nossas vidas... 
Não queria ver ninguém, não queria precisar abrir os olhos novamente... Não queria sentir minha respiração tornar-se cada vez mais difícil e rara. Não queria saber que meu coração ainda bate, que minhas mãos e pés ainda se movem... Não queria que meus pensamentos me levassem até a ti. Não queria que meu coração transmitisse essa dor aos meus olhos e dali lágrimas ainda sejam capazes de rolar. Simplesmente não queria saber que tenho uma vida. Que tenho uma racionalidade que me permite haver mágoas e sofrimento. Queria poder enxergar o mundo, apenas. E não precisar viver nele. Não quero seguir uma rotina, não tenho vontade de me erguer da cama.



Sem ter seu sorriso brilhando no fundo dos meus olhos... Sem ter o calor do teu abraço, aquele que aquece meu peito gélido e frágil. Sem ter o sabor dos teus lábios envolvendo os meus, tão calorosamente que me fazem gemer em suspiros. Sem poder ouvir tua voz que sussurra em meus ouvidos, fazendo-me estremecer ... Sem ter aquele olhar que me dá forças para encarar a vida. Sem ter aquelas palavras meigas que soam diretamente em meu coração, fazendo-o vibrar incontrolavelmente. Sem você para me fazer sorrir, mesmo nas piores horas. Sem você para me dar motivos de continuar a caminhar por essas estradas sujas. Sem você para me erguer dos tombos em buracos escuros. Sem você para acreditar em meu sorriso, em minhas vontades, em meus sentimentos. Sem você para me devolver a fraca vontade de viver. 

O fim.

Hoje, 11 de março de 2012, é meu aniversário de namoro. Um ano e quatro meses de amor intenso. De intrigas, de dor, de abraços, de incontroláveis suspiros...
O dia em que seria uma felicidade por estar mais um mês com o meu amor... é o dia em que nosso amor pode ser jogado ralo abaixo para nunca mais ser vivido em nossos corações...
Dor, angústia, aquela coisa que destrói o pouco de sanidade que ainda restou e parece que estamos em mundo paralelo, onde não cremos na realidade que nos envolve. Que sem reação olhamos pela janela e vemos a intensidade das cores do céu indicarem que as horas estão passando... e que o mundo tá girando e nós não estamos nos movendo, estamos estáticos, só sentindo o coração bater acelerado um pelo outro... Tentando se concentrar para não sentir os efeitos que o vazio nos assola na falta um do outro.
Tentei dormir o máximo que pude para não ver mais lágrimas caírem de meus olhos... Aquela dor que machuca incessantemente precisava dar uma pausa àquele coração frágil antes que ele não suportasse mais e chegasse a seu limite.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Me pego olhando para o nada.

Fixa em meus pensamentos, começo a chorar... sem um motivo concreto, sem saber direito o que me incomoda... uma mistura de sentimentos me confunde.
O vazio no peito fica mais agudo quando penso nas coisas...
Paro e me concentro no silêncio. Meus pensamentos agora giram em torno daquele que é dono dos meus sonhos. Sem motivo, me sinto mais vazia ainda, mesmo não demonstrando, parece indiferente...Mesmo me surpreendendo, não sei porque eu me sinto assim, como se tivesse faltando uma palavra a ser dita, um gesto a ser articulado, um sorriso a ser dado...

sonho.

Chamava pelo teu nome.
Queria te encontrar, precisava te ver, olhar fundo no teu olho e talvez tentar entender o porquê dessa necessidade incessante de estar próximo.
Revirava-me incontrolavelmente na cama, suava frio, e mesmo sabendo que era apenas um sonho, este retratava toda realidade.
Corria e procurava todos os meios de sair daquele lugar, parecia que o ar estava mais denso, a dificuldade de respirar era maior quanto mais eu chegava perto de te encontrar.
Durante o tempo, só pensava no momento do abraço, sentir teu cheiro e teu calor... Que eu pudesse deitar em teu ombro e me sentir segura... Que eu pudesse olhar para o céu e sorrir por estar ali mais uma vez, pertinho de ti.
Continuava a chamar pelo teu nome, enlouquecida, em minha própria mente, imaginando cada toque teu.
Seguia aquele longo caminho que nem sequer me lembro direito, me concentrei mesmo na tua pessoa...
Quando acordei, não me surpreendi em ter sonhado isso. Vivo sonhando acordada com coisas assim, passei muitas horas e várias vezes imaginando cada encontro, e sorrindo como uma boba, sozinha.
Tudo parece tão leve e tranquilo quando estou contigo... Não entendo como tu pode me fazer tão bem assim... Tão inesperado... Mas tão gostoso...
Toda vez que me lembro de algumas conversas um arrepio toma conta de mim; como sempre, quando penso em ti ou te vejo. Cada abraço parece que mexe mais ainda comigo, mexe comigo de um jeito engraçado que eu não sei descrever.
Só quero que isso se repita... E que eu possa sorrir assim de novo várias vezes...

sábado, 28 de janeiro de 2012







Leve-me até teus pensamentos, veja-me em teus sonhos, sinta-me em teus braços.
Deixe que meu toque percorra cada curva do teu rosto. Apenas sinta a brisa que bate de leve pela janela e suspire. Deixe que meus lábios toquem suavemente os teus. Deixe eu entregar-me a ti. Sinta meu coração acelerar, olhe em meus olhos e sintonize com a profundidade dos sentimentos ali presos. Apenas abrace-me e deixe que o sol se ponha, que a escuridão nos envolva, que a lua nos ilumine.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

E tudo é escuridão...
Tudo é sofrimento... É angústia.
Como se tivesse os olhos fechados sem poder sequer enxergar um pequeno feixe de luz..
Como se não quisessem que sua respiração prosseguisse...
Como se gostassem de ver seu sofrimento perante o mundo...
Como se ela não existisse.

Estar feliz consigo mesmo é uma tarefa muito difícil quando olha-se o espelho e este reflete todas tuas imperfeições delineadas em um reflexo.




- Camila Almeida.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Fim de tarde.




Aquele ar úmido cortando meu rosto, quando decido olhar o céu pela janela.
Indefinido, o céu tinha uma mistura de laranja e cinza, mostrando que mais um dia estava no fim e que um final de tarde com chuva era o que teríamos em breve. Uma lágrima escorreu mansamente pelo canto do olho e um nó na garganta fez com que eu parasse de respirar por alguns segundos, tentando me recompor. Baixei minha cabeça e deitei-a sobre meus braços. Com o olhar no vazio, passei a pensar em cada segundo em que fui feliz ao lado da pessoa que eu amo. Uma pontada no estômago cortou meus pensamentos e agora, sentada na ponta da cama, começo a chorar desesperadamente, soluçando a cada segundo que passa.
Imagens de dor, solidão, raiva, rancor...tomaram conta da minha mente naquele instante e as ações provindas desses sentimentos sombrios, cometidas erroneamente, que resultaram em mais dor e decepção, que adicionado com o arrependimento fez com que tudo de bom e bonito ficasse de lado por aquele momento.
Dúvidas...
Queria saber o que dizer, de inédito que tocasse teu coração, que não fosse as mesmas palavras de sempre. Mas aí, percebo que o sentimento é o mesmo, que não tem nada de inédito a não ser a intensidade que varia e... sempre aumenta.
Coloco com força as duas mãos sobre a cabeça a fim de, com esperanças, tocar minha consciência e tentar entender como pude ter sido tão patética. Ai, o arrependimento dói. E as respostas? São variadas.
Só consigo me perguntar: E agora? E agora? E agora? - Desespero bate.

sábado, 31 de dezembro de 2011

2011


Incrível... Esse ano começou maravilhosamente bem, onde estava eu ao seu lado, te beijando e te abraçando sob a luz de fogos... E terminando comigo chorando inconsoladamente por ter te perdido.

Quem sou eu ?


Sentir aquele vazio, aquela vontade de simplesmente não existir mais insiste em impedir que meus dias sejam coloridos. Um incômodo no estômago me atormenta a cada instante, fazendo eu me contorcer e me revirar na cama todo instante. Não sei por que toda essa merda está acontecendo comigo, não sei porque eu faço isso, por que, se eu sei que isso não é o que eu quero, se é o que eu menos quero, na real ? Não entendo como minha insanidade pode tomar conta de mim dessa forma, o que eu ganho com isso, além de mais e mais marcas em meu corpo? Parece que nada me entra na cabeça naquela hora, fico atordoada em meus próprios pensamentos, na minha própria insegurança, minha própria conturbação emocional. Hoje, olhei-me fixamente no fundo de meus próprios olhos através do espelho, encontrando dor e arrependimento... e um ponto de interrogação, perguntando-me o que tinha acontecido comigo. Quem sou eu ? Que tipo de monstro eu sou ? Se eu gosto tanto de sofrer assim - porque é o que parece às vezes - então por que eu não consigo me matar de uma vez? - se esse é um pensamento constante que vive em mim há mais de 4 anos?
Não sei o que sou capaz de fazer caso isso realmente seja o fim de tudo.