domingo, 19 de abril de 2015

"Se nós percorremos novamente
Todo o caminho, desde o início
Eu tentaria mudar
As coisas que mataram nosso amor
Seu orgulho construiu um muro, tão forte
Que não consigo atravessar
Não existe realmente a chance
Para começarmos novamente?
Estou amando você"


(Scorpions - Still Loving You)
Nos corredores os passos ficam cada vez mais silenciosos. Sua intensidade se vai juntamente com a calmaria de minha alma. De minha mente.

Indo embora, com meu coração. Cada vez mais distante. Me deixando para trás, num abismo em que não tenho ideia de sua imensidão.

E como fica, meus pedaços? Em escombros, escondem minha sanidade, minhas mãos suando frio não param de transpor meus sentimentos em palavras sem sentido. A velocidade das minhas dores não acompanham meu olhar... Tá tudo embaçando. Embaçando meus olhos, minha mente, que mente, que engana para sobreviver aos impactos da tua ida.

Agonia!
Estou agonizando teu silêncio. Estou desabando por metros e metros, sem parar, sem respirar. Meu peito tá se apertando e se encolhendo.

Em meio ao silêncio, os gritos ecoam na minha cabeça. Estou enlouquecendo! Ah, eu não aguento! Ensurdecedor esse silêncio!

Fight, babe, I'll fight
To win back your love again!


(Medos)

Escuro, tudo escuro. Não vejo nada, só o que minha mente me mostra contra minha vontade.
E doí...e destrói...

Escuro, muito escuro. Silêncio.
 As almas já vazias, assim tão frias, não clareiam mais meus dias.

Solidão... Tão só!
Dentre os escombros do peito, o sujeito. Que me deu a mão e hoje a soltou. Que me resgatou e hoje me afundou.

O relógio corre contra mim.
E esmaga minhas esperanças... E se perderam, as mudanças.

A calma. Acalma. Minha alma.
E dói. Corrói. Destrói. Arrasa. E se apagou, a brasa.

A chama, me chama, me ama, me julga, me culpa, me desculpa.



Impulsos.


Tuas mãos que me acariciavam hoje fazem minha pele arder. Cuidado amor, tá machucando!
Me solta, não faz isso comigo...

Tuas mãos que me acariciavam hoje são frias. Não me dá os mesmos calafrios, apenas amedronta-me.

Teus olhos já não me dão mais o conforto, hoje me assustam. Teus olhos já não passam serenidade, passam tensão e sofrimento.

Teus lábios tão frios... Não encostam mais os meus me passando aquele calor que estremecia. Eles doem, como espinhos.

Tuas palavras já não colocam mais sorrisos em meus lábios. Tuas palavras ferem meu coração, que se parte em mil pedaços quando pronunciadas.

Teus braços tão calorosos hoje não me dão o mesmo abraço. Teus braços me trazem medo... Medo de não tê-los mais... Teus abraços não me amarram e não me acalmam, me deixam mais e mais nervosa.

Tua companhia na cama já não coram mais minha pele, só me causa nós na garganta e as lágrimas escorrem...

Tua ausência na tua presença hoje me deprimem, eu me encolho num emaranhado de pensamentos saudosos, num emaranhado de dúvidas e angústias.

Quem és tu? Onde estás tu?
Meias palavras. Meias frases.


Assim, eu não estou aguentando. Meu coração está explodindo, eu estou explodindo, tudo vai explodir e eu preciso me conter. Não consigo mais ser forte, está tudo desabando a ponto de o mundo vir abaixo sobre minha cabeça...

Estou amando e isso acaba comigo. Eu odeio amar. Eu não suporto mais, eu vou surtar! Meu coraçãozinho não aguenta tanta dor e toda essa pressão do amor. Tenho medo de me perder... De perder o amor da minha vida. Tenho medo de sair de mim... Tenho medo de viver um pesadelo maior do que eu já estou vivendo.

Meu coração está apertado. Preciso dos teus braços, do teu sincero colo, sinto falta de tu ser o motivo dos meus sorrisos e não aguento mais tu ser o motivo de minhas lágrimas...

Ai meu deus, que eu faço agora? Que vontade de quebrar tudo! Não quero mais viver assim, eu não consigo mais! Eu vou ter um treco! Não aguento mais essa dor, essa ansiedade, essa solidão, essa angústia maldita que dilacera meu peito!

Estou tentando ser forte! Estou tentando suportar tanto sofrimento! Não consigo mais, socorro, alguém me ajuda!

Eu te amo! Que medo intenso de te perder, eu não aguento mais!
Volta logo, meu amor. Senta aqui, me deixa chorar no teu colo... Me conforta, me diz que vai ficar tudo bem, que isso vai passar, que é uma fase apenas e que vamos acordar desse pesadelo que tá nos consumindo e levando embora nosso amor! Luta comigo, não deixa que isso acabe dessa forma!


Que tensão, que clima!
Que merda!
Volta logo, meu amor, segura minha mão e vamos embora dessa desgraça!
Voltaaaaaaa logo, me diz que está tudo bem e vamos ficar juntos, firmes!
Unidos!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

do nada, pra nada.

Mais um dia aqui,blog, só você e eu.
Tô aqui de novo pra conter minha vontade quase incontrolável de escrever, correr atrás daquele que não me quer por perto, muito menos agora.
Eu quero fazer algo sólido para ajudar o próximo, porém me sinto impotente e inabilitada. Já está sendo um esforço enorme tentar ajudar a mim mesma.
Tenho pouco tempo. Os dias agora, serão como uma bomba relógio. Vai explodir e eu preciso me preparar para tal. Fico sem saber direito o que fazer agora. Fico sem entender o rumo que devo seguir, minha visão pra frente tá embaçada, me sinto tonta do meio do escuro, sem poder ver nada e nem sequer equilibrar meu corpo para que eu possa deslocar-me.
Nesse momento, pareço-me calma. É, eu to até surpresa com isso. Até estou tendo pensamentos determinados sobre executar meus planos. Ao mesmo tempo, sinto aquele vazio, o peito retorcendo e eu tentando a todo custo, ignorar. Tentar me autoaplicar uma Terapia Cognitivo-Comportamental até que tem me trazido soluções imediatas - e breves. O ruim disso tudo é que sei que uma hora vou explodir, vou acabar com tudo, vou chutar tudo pra cima, fazer o escarcéu, surtar, surtar, surtar! Dar aquele pití level hard que há anos não tenho tido. Eu to tentando evitar.


sobre nós

E aí eu pensei que esse cantinho permaneceria entre teias. Que não seria mais necessário recorrer. Eu sempre digo que nunca deveria ter deixado de lado, mas queria acabar com minha dependência desse blog.
 Principalmente porque não queria vir aqui para um desabafo triste. Mas não vejo outra saída, meu peito vai explodir de tristeza e angustia.
Parece que tudo ta caindo. Parece que não verei a tão sonhada luz. A luz do fim do túnel que vai iluminar minha vida e fazer ter valido a pena atravessar a escuridão.
Ta tudo tão difícil. Não sei até que ponto isso vai chegar.
Gosto tanto do teu abraço forte e aconchegante e sei quando tá diferente. Queria tanto ser mais forte e aguentar o "tranco" com mais firmeza mas eu estou desmoronando de novo por ainda precisar enfrentar além disso tudo, eu mesma.
Eu estou sendo destruída pelas tuas palavras e atitudes e não consigo acreditar que isso tudo ta acontecendo depois de tanta coisa inversa a isso, que fez eu me provar que era possível (mas e agora o que pensar?) . Eu só queria voltar lá e viver aquilo tudo de novo, porque nunca fui tão feliz... Seria só uma ilusão?
O que estou sentindo está se tornando cada vez mais insuportável e eu sinto que vou enlouquecer, quebrar tudo, largar tudo e ir sem rumo pra onde eu conseguir chegar até que eu me dê conta, me acalme e logo em seguida desabe em choro. É, é isso que eu vejo. Não enxergo nada além disso. Não consigo.
Tenho tanto medo de perder tudo para sempre e acho que é isso que me mantém. Eu tento manter o controle mas está cada vez mais insuportável, tão insuportável, tão dolorido, que mal consigo respirar!
Mas eu quero tanto desistir porque estou tão cansada que não tenho mais vontade de lutar.
Tudo se perdeu nos meus sonhos. Se perdeu no meio do caminho. E voou para longe. Não vejo mais sorrisos. Não vejo mais saídas nem caminhos paralelos por onde eu possa fugir!
Por favor, me tira daqui! Desse buraco, sem ar, sem vida. Me tira dessa solidão interna. Desse vazio, oco, que toma conta de minha cabeça. Por favor, para de me fazer chorar.
Não da, não da! É insuportável! Não consigo, to sufocando!!!!!!!! Pega a minha mão e me tira daqui ou tapa logo esse buraco de una vez por todas.

domingo, 2 de novembro de 2014

~ HIM - The funeral of hearts

"Quando anjos choram sangue
Em flores do mal florescendo
O funeral dos corações
E uma súplica por misericórdia
Quando amor é uma arma
Separando-me de você"

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Chamas.

E eu me segurei até o último instante. Não queria cuspir aqui essas palavras. Tornou-se necessário.


Hey, tu disseste que não mudei. Como pode dizer isto? Tu não queres saber se mudei. É muito pouco, muito cedo, para ser feito um julgamento. 
Tais atitudes que tu tanto condena, vieram de um estado de confusão, daquele nó na garganta, das dúvidas, de uma mente embaralhada. Não, minha mente não permaneceu embaralhada desde aquela vez. Todos os nós foram desfeitos, com muita cautela.
 O problema foi que tu os fizeste de volta. 
Minha mente se embaralhou novamente, mas por causa tua, sem querer. 
Nenhuma pessoa em seu estado mais são sairia com um norte totalmente definido de uma situação assim. Situação, aliás, nova para mim. Nunca passei por isso. Então não julgue que não mudei. Eu mudei minha ações sobre as coisas as quais errei. Tais atitudes não se repetirão sobre tais circunstâncias. 
Só que houve um fato novo para mim, inesperado, em que não soube agir da forma que tu gostarias. Mas não quer dizer que eu continue a mesma. Não quer dizer que não mudei... Como pode dizer isto? Só eu sei o que passei para reavaliar minhas atitudes, rever meus conceitos, acusar-me, culpar-me, olhar para dentro e assumir. Já tentaste? Se sim, difícil né? Quando temos apenas nossa visão, parece que é tudo tão claro, tão certo ... Mas, por um momento, eu me perguntei :"Será?" ...
 E a partir disso consegui apontar o dedo para mim mesma. Eu soube avaliar as situações. Os erros e os acertos. Os valores que as coisas tem, realmente. A importância ou irrelevância de tais. 
Como dizer que isso não é uma mudança? 



Cada dia longe de você me corrói de medo... de nunca mais te encontrar novamente. Não me julgue por isso. Não me julgue por ir atrás de ti. Por querer saber se tu me responderia caso eu te desse bom dia. 
Tu me pressiona, mesmo que esse não seja o real objetivo. Toda situação me pressiona. Não é fácil se manter toda corretinha, num contexto desses. E acredite: eu mudei. 
Senão, nem tentaria. Se tentei, não foi apenas por te amar. Se fosse, seria "colocar os pés pelas mãos" e eu saberia que o sofrimento e a frustração seriam maiores. Foi porque me senti firme e forte por dentro, porque melhorei minha forma de ver as coisas, aprimorei meus princípios, revi uma esperança...e misturando isso, com o que sinto por ti, resolvi tentar, me preparando a cada segundo, para o pior. 
Ok... Eu sabia o terreno que eu estava pisando. Eu sabia que não seria nada fácil. Porém, algo me dizia (e pelo visto, erroneamente), que tu também havia melhorado em um certo ponto específico, que tu tanto condena mas age de tal forma comigo (e não é de hoje): tu me cobra.
É, tu anda me cobrando mudanças, anda me cobrando que eu ande na linha, cobrando que eu faça as coisas de acordo com o que tu desejas. Pelo menos, me parece. Se tu achas que não cobra, então é involuntário, inconsciente, ou o que quiser chamar. Mas existe uma cobrança nas entrelinhas. Eu me sinto cobrada e isso é inegável. 
Sinto-me como num teste. Cada passo errado, um ponto é descontado. Tento a cada obstáculo, pensar da forma mais limpa possível para evitar qualquer tropeço que faça tu dar um passo atrás. 
Meu deus, tu ainda consegue dizer que não mudei ? Será que tu não vê essas coisas? O que será que tu enxerga? Eu me pergunto todo dia...


Eu estou fazendo o possível para sustentar um envolvimento que ainda nos resta e eu não quero perder. A carga nas minhas costas, é enorme. Eu sei, é apenas meu interesse, eu que tenho que fazer isso tudo. Eu assumi a causa sozinha. Sei que para ti, não faz diferença se eu tiver aí ou aqui, longe. A importância que isso tudo tem para mim...tu já parou para perceber??? Avaliaste minha situação? É fácil, tão fácil dizer que esperamos uma coisa sem avaliar o que precisa para atingir tal. 
Como posso te dar o que espera, tal qual como queres, se não tenho as condições adequadas para isso? É como querer fazer um bolo lindo, enorme, sem fermento.

Às vezes, vale a pena abrir mão de um detalhezinho que te traz um enorme resultado. E eu digo isso com toda certeza do mundo, pois por isso passei e tenho passado. Não dá para ser sempre como a gente quer, é, isso é verdade. Mas se a gente quer, a gente tem que fazer por onde, pelo menos. E eu tenho tentado de todas as formas. E a única coisa que eu espero mesmo, lá do fundo, é que tu veja isso! Por isso, não queria sentar e ficar de braços cruzados pois não vai cair do céu. Por isso tantas perguntas, tantas vontades... Quero ter um norte a seguir para determinado fim. 
E como eu sempre me digo: se não der, beleza, mas eu fiz por onde.
 E não seria tempo perdido. Nem investimento em vão. Por mais que eu não consiga alcançar meu objetivo, eu aprendi, eu evoluí, eu melhorei...e todos esses verbos conjugados no futuro. Pois ainda tem muito a acontecer de positivo, mesmo que o resultado não seja o almejado. 
Por isso eu não desisti.


É como se eu tivesse a brasa. E ela está se apagando. Porém, eu não quero que se apague. Não posso deixar apagar. Só que não tenho como alimentar em fogaréu. Minha vontade era tacar gasolina e acender um isqueiro e ver a chama acesa. Como não posso fazê-la, preciso manter a brasa acesa com mais esforço. E assoprando pra ela ir se alastrando... juntando todo fôlego, lá de dentro. Cansa. Paro, respiro fundo e vou de novo...  até que um vento que assopre ao meu favor, faça a brasa se espalhar até que uma pequena chama apareça, enfim. Quando essa pequena chama surgir vou alimentá-la com todo cuidado para não fugir do controle e tornar-se novamente um incêndio. Nem para que se apague de vez e tudo vire apenas cinzas. 



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Despedidas e saudades.

Saudade profunda de um amor não esquecido.
Mais do que sempre, naquele dia, estava consumida de saudade e relembrava (quase sem querer) cada detalhe de momentos distantes no tempo, mas muito próximos da minha lembrança. Aquele amor passeava na minha saudade e parecia que tudo havia acontecido ontem. Eu me perguntava se um dia poderia dizer que o esqueci e o que sentiria em relação à tudo que vivemos.
Me cobri de vontade de tê-lo comigo outra vez.
Nossa história se havia colocado num vão do tempo, entre hoje e o passado.
Sempre fora assim entre nós: uma certeza sem garantias. A gente se sabia, e isso era tudo.
As dificuldades eram desafios e as vitórias celebração da via. Antes que eu pensasse, ele dizia. Antes que eu quisesse, ele oferecia. A vontade era única: sincronia de corpos, sintonia de pensamentos - nós formávamos A dupla!
Semelhantes, embora não fôssemos iguais.
Parecidos, como se feitos da mesma essência. Sempre resgatando um pedaço perdido de mim. Não importavam os passos dados e quantos levariam para voltar. Eu ia com ele. E ele ficava em mim. Naquele misto de fantasia com verdade, passamos uma vida em meses.
O pulsar do coração encontrava eco no peito do outro. E eu notava. Eu ouvia cada batimento. Me sentia viva.
Um pensamento rompia o silêncio para encontrar no outro a reposta.
Ah... o silêncio dos dois era cumplicidade.
O riso dos dois podia ser motivo de um.
O dom de acalmar angústias, harmonia de vontades, uma luz que retira sombras de medo e resto de ausências.
Dores passadas, sofrimentos presentes.
Igual, sem ser. Pedaço que me recompôs, trecho que descobri ser parte do meu ser.
Princípio, meio, fim.
Sentido, objetivo, meta.
Caminho à dois, dor e alegria, lágrimas e sorrisos. Desejos.
E uma despedida depois.
Que caminho hoje percorre aquele coração, não estando aqui?
Está no lugar de onde nunca saiu: junto de mim!
Por isso tenho o peito carregado de saudade que agora ocupa o lugar que ele deixou.
Enquanto uma lagrima corria entre sobras do meu riso, agradeci a vida, que me deu a chance de saber que meu amor existe...
...apenas nãoe stá comigo.